
Destino
por Dorah Kid
Em um dia chuvoso ao atravessar a rua, avistei algo diferente, algo não tangível, era o destino, pelo menos foi assim que pensei.
Atravessei a rua em sua direção, num lapso de segundo me perguntei, quais foram as variantes da minha vida que me levaram a esse momento?
Como foi possível te ver no meio desta chuva e de tantos guarda-chuvas?
Estava ali, parado, como se me aguardasse....
Será que foi só eu que senti esse palpitar?
É... o arrepio foi só eu senti, a assim passou por mim sem esboçar qualquer sinal de que havia me notado, e eu fiquei ali, parada, esperando aquele puxar de braço, aquela declaração de amor à primeira vista, o que não aconteceu.
Ok, vamos tocando a vida, amores vem e vão, uns ficam gravados no coração, não saem mais e de vez em quando lembramos deles, quando toca aquela música, principalmente Dire Straits, ou quando ouvimos o som da chuva.
Com o passar do tempo, aquele dia chuvoso ficou para tras, mas o destino é travesso, nos prega muitas peças.
Em uma viagem, ao visitar uma vinícola, fui apresentada ao vinicultor, e assim que nossos olhares se cruzaram, fui levada de volta até aquele dia chuvoso, meu coração novamente palpitou, senti um calor... um arrepio... seria do vinho que degustei?
Estava eu enganada?
É a mesma pessoa?
E como se estivesse em um sonho, ao apertar a sua mão, fui puxada para perto, e escutei um sussurrar no ouvido... - Que bom que hoje não está chovendo....

