
Mundo Estranho
Parte 1
Em um mundo muito distante, onde as colinas são cobertas por uma relva azul, a brisa tem aroma doce, e dois sóis brilham no firmamento, vive um povo pacífico, e harmonioso.
Vivem da pesca e da agricultura, seu rio límpido e doce, atravessa a colina em curvas quase sensuais, a água é fresca e saborosa.
O povo é gentil, tratam todos com muito respeito e amor, em seus rostos sempre está um belo sorriso, e todos tem olhos coloridos e brilhantes, que emanam muita paz.
Quando vem chegando à noite, as estrelas tomam conta do ceu, e lindos pássaros noturnos cantam anunciando o entardecer.
E neste local magico vive Anoril com a sua familia, seus olhos são cor violeta e um sorriso que preenche o dia, a sua voz é suave como vento, sua mãe escolheu este nome pois ele é como “Brilho do sol”!
Anoril gosta de caminhar pela colina, sentir seus pés tocando a terra e a relva, por vezes se deita olhando o ceu, e fica observando as nuvens multicoloridas, aquilo lhe traz uma paz no coração.
Mas neste mundo distante, tambem existe outro povo, não muito longe deste povoado pacífico, assim como tudo na vida, sempre existe “opostos”, neste lugar a pouca vegetação, a que persiste em existir no local são secas, quase sem vida, os rios têm águas turvas, o vento é quente que machuca o rosto, mas o povo deste local está acostumado.
A vida neste povoado é sofrida, mas não são tristes, as pessoas não sorriem, e seus olhos negros são melancólicos, como quem nunca tivesse experimentado uma fruta doce para saber que existe algo tão gostoso do que o amargo da sopa de raízes.
A noite neste local é preenchido pelo som das aves de rapina, no ceu apenas a lua brilhante que ilumina a noite, é a coisa mais bela que se tem neste lugar.
Neste povoado, se destaca uma familia, onde um dos seus 4 filhos tem um olhar diferente, seus olhos deveriam ser negros como a noite, mas um dos olhos tem a cor do luar, branco e brilhante, e foi por isso que a sua mãe escolheu o seu nome, Idril, aquele como o olhar “Radiante como a lua”.
Mas esta condição não o ajudava no dia a dia, por isso ele esconde com um tapa olho, pois tinha vergonha de ser assim, diferente, ele tinha consigo um sentimento que não era tristeza, mas uma nostalgia, algo que não sabia explicar.
E assim como Anoril, Idril gostava de deitar-se no chão, e ficar olhando o ceu, mas não havia nuvens coloridas para ver, e imaginava se era assim, um céu vazio, em todos os lugares...
E por muito tempo, estes dois povos diferentes, nunca souberam da existência um do outro...
Até que que um dia.....

